Há uma linha que nos une. E não é fantasma...
"Linha Fantasma" é o título português do filme "Phantom Thread", de Paul Thomas Anderson (PTA). Quando nos lembramos que é o mesmo realizador que nos deu "Boogie Nights" (1997), "Magnolia" (1999), "Punch-Drunk Love" (2002) e "There Will Be Blood" (2007), sabemos que queremos ver o filme. Mesmo se se tivermos em conta que os dois últimos filme, "The Master" (2012) e ""Inherent Vice" (2014), estavam algo desfasados do nível dos anteriores. Nomeado para Oscar de melhor filme e melhor realizador, tem ainda Daniel Day-Lewis para melhor actor e Lesley Manville (que no filme faz de irmã de Daniel Day-Lewis) nomeada para melhor actriz secundária - ao que se pode ainda juntar o melhor figurino (Mark Bridges) e música original (Jonny Greenwood).
Ambientado na Inglaterra nos anos 50, contra a história de um costureiro e da sua musa, Alma - interpretada pela luxemburguesa Vicky Krieps. Ele é um "dandy" típico, cheio de manias e hábitos. Ela é uma mulher simples, empregada de mesa que um dia aceita ir jantar com o costureiro e passa a fazer parte da sua vida. Tirando aquilo que é espectável deste filme - o meio britânico, a austeridade, os vestidos -, temos depois uma estranha e inesperada história de amor. O filme arrisca a boa vontade do espectador. Espera que ele tenha sentimentos e se reveja nas personagens, pois de outra forma não vai ser fácil assistir. Temos de "vestir" o filme, respeitando os detalhes de costureiro do realizador. É um regresso de PTA aos filmes de antanho. Se há moral nesta obra é a de que os cogumelos venenosos podem ser o melhor alimento para o dia dos namorados. A sério. Nota final: Daniel Day-Lewis merecia o Oscar de melhor actor. Diz-se que este é o seu último filme e, portanto, nada melhor do que despedir-se do grande ecrã com a merecida estatueta. Contudo, creio que o prémio está já prometido para Gary Oldman, pois ainda não venceu nenhum, ao passo que Day-Lewis já levou três vezes o Óscar para casa ("My Left Foot" - 1990; "There Will Be Blood" - 2008 e "Lincoln" - 2013).
Ambientado na Inglaterra nos anos 50, contra a história de um costureiro e da sua musa, Alma - interpretada pela luxemburguesa Vicky Krieps. Ele é um "dandy" típico, cheio de manias e hábitos. Ela é uma mulher simples, empregada de mesa que um dia aceita ir jantar com o costureiro e passa a fazer parte da sua vida. Tirando aquilo que é espectável deste filme - o meio britânico, a austeridade, os vestidos -, temos depois uma estranha e inesperada história de amor. O filme arrisca a boa vontade do espectador. Espera que ele tenha sentimentos e se reveja nas personagens, pois de outra forma não vai ser fácil assistir. Temos de "vestir" o filme, respeitando os detalhes de costureiro do realizador. É um regresso de PTA aos filmes de antanho. Se há moral nesta obra é a de que os cogumelos venenosos podem ser o melhor alimento para o dia dos namorados. A sério. Nota final: Daniel Day-Lewis merecia o Oscar de melhor actor. Diz-se que este é o seu último filme e, portanto, nada melhor do que despedir-se do grande ecrã com a merecida estatueta. Contudo, creio que o prémio está já prometido para Gary Oldman, pois ainda não venceu nenhum, ao passo que Day-Lewis já levou três vezes o Óscar para casa ("My Left Foot" - 1990; "There Will Be Blood" - 2008 e "Lincoln" - 2013).



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