"Dark" às claras

A série alemã da Netflix, "Dark", é uma mistura entre "Stranger Things", "Regresso ao Futuro" e "Lost". Este último mais presente do que parece. Gosto muito da temática das viagens no tempo - um dos últimos exemplos foi a mini-série "22.11.63", que adaptou o livro homónimo de Stephen King sobre um professor universitário que viaja no tempo para tentar evitar o assassinato do presidente JF Kennedy. A fotografia e a banda sonora de "Dark" misturam-se de forma eficaz com o ambiente da história. Não é, no entanto, uma série fácil de gostar, como no "Stranger Things", que nos "captura" logo ao início. Mas, "Dark" merece que nos deixemos levar pelo andamento dos episódios e na teia tecida entre os personagens. Não é desaconselhável ver a série com uma cábula à mão, sobretudo quando parece que há factos e personagens vindos do nada. Tudo acaba por se encaixar ou, pelo menos, assim esperamos. A série ainda só teve uma temporada e promete uma segunda, embora não haja ainda datas. A julgar pelas declarações dos autores, nem mesmo eles sabem onde é que os personagens os vão levar. Esperemos que mantenham uma qualquer coerência que faça sentido - mesmo tratando-se de uma série sobre viagens no tempo, algo que nunca experimentei (senão já tinha vindo do futuro revelar os números do próximo Euromilhões para apostar esta semana). Correndo o risco de desvendar parte da trama (spoilers, não é?), aqui fica um pouco sobre o que poderá ser o futuro de "Dark" através deste artigo do "Digital Spy".

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